PSP: The Legend of Heroes – Trails in the Sky FC


Originada em 1989 com Dragon Slayer: Legend of Heroes, a série Legend of Heroes tem lançados 10 jogos até o momento em diversas plataformas. Muitos destes, até pouco tempo, haviam ficado restritos ao Japão, ao qual alguns ainda persistem nessa situação. Como em outras séries longínquas, ao exemplo de Final Fantasy, em geral um jogo nada tem a ver com outro, embora em alguns casos há ligações. Legend of Heroes: Trails in the Sky (Eyuu Densetsu: Sora no Kiseki no Japão) não há ligação com outros antigos, mas é uma série de 3 jogos, que podem ser considerados como um único, pois um é sequência direta do outro, sendo lançados como Capítulo 1, 2 e 3. Sendo o sexto jogo da série, Trails in the Sky FC (FC, abreviação de First Chapter, ou Capítulo 1 em português) foi lançado em 2004 para PC, ganhando 2 anos após uma versão, também japonesa, para PSP. Somente em 2011 ganhou versão em inglês através da parceria da XSEED Games com a Falcom, que está localizando para o inglês e publicando vários jogos da produtora japonesa.

O enredo

Se passando no continente de Liberl, o primeiro capítulo narra a saga de Estelle e Joshua Bright em busca de se tornarem Bracers, uma espécie de gupo mercenário que ajuda pessoas em troca de dinheiro. Estelle é filha de um famoso militar, Cassius Bright, herói de uma guerra que libertou Liberl de invasores, 10 anos passados do início da narrativa. Joshua é adotado por Cassius logo no início do jogo, sendo um órfão encontrado por ele em uma missão. Para conseguir aprovação para se tornarem Bracers, terão de percorrer o continente em busca de aprovação nas 5 guildas localizadas nas principais cidades de Liberl, encontrando na jornada diversas pessoas e se envolvendo com questões políticas do reino. Nas guildas são possíveis encontrar missões, que ao serem completadas, dão dinheiro e reconhecimento. As missões, se não completadas até certos momentos, não poderão ser finalizadas, ficando como missões falhadas.

Jogabilidade

Tranquilamente passando de 50 horas de jogo, conta com muita narrativa, acima da média de muitos RPGs japoneses (Xenogears vem a mente como outro jogo com tamanha narrativa), além de um forte sistema de combate. No sistema de combate, cada personagem tem seu perfil, utilizando armas de tipos diferentes. Além das armas, os personagens contam cada um com um ‘Orbment’, uma máquina onde é possível incluir cristais de Septium, chamados quartz, melhorando certas características do personagens assim como conferindo habilidades e magias, chamadas Artes, aos mesmos (um conceito semelhante as Materias de Final Fantasy 7). Não há inimigos aparecendo de forma randômica. Estes são sempre visíveis na tela e perseguem os personagens ao avistá-los, com o combate iniciando ao encostar nos inimigos.

Gráficos e Som

O jogo apresenta bons gráficos, e uma boa trilha sonora, nada excepcional, mas não deixando a desejar em momento algum. Único “porém” é que pudesse haver uma maior variação das músicas, que se repetem bastante. Algumas músicas chamam mais atenção que outras. As magias são fluídas e apresentam bons efeitos visuais, principalmente as mais fortes, adquiridas mais ao final do jogo, através de quartz melhores.

Considerações Finais

Como coloquei antes, o jogo passa facilmente das 50 horas. Eu terminei o jogo perto de 100 horas, fazendo praticamente todas side-quests. Apenas perdi 2 pelo fato de ter deixado para depois, e passou o tempo para fazer elas.
Os dois capítulos seguintes ainda não há tradução, foram lançados exclusivamente no Japão por enquanto, com a tradução do segundo capítulo em andamente pela XSEED. Sobre a tradução, há especulações se sairá realmente, pelo fato do PSP estar no final do seu ciclo de vida, com o Vita já estando a tempo no mercado, e as vendas do primeiro terem sido consideradas baixas, apesar da crítica amplamente positiva do jogo. Há também rumores sobre um possível lançamento dos dois primeiros jogos da série para PC no Steam, o que acho mais provável, visto que não será o primeiro jogo da parceria Falcom-XSEED a ser lançado no Steam, com Ys Origin e Ys – The Oath In Felghana estando lá desde a metada de 2012). A trilogia ainda originou outros jogos, como Zero no Kiseki e Ao no Kiseki, e o em desenvolvimento Sen no Kiseki, que não consituem ligações diretas, mas tem relação com os primeiros.

Trailer, site oficial e mais imagens



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