PSX: Blood Omen


Informações do Jogo

  • NOME COMPLETO: Blood Omen – Legacy of Kain
  • PLATAFORMA: Playstation 1, PC
  • DESENVOLVEDORA: Silicon Knights
  • EDITORA: Crystal Dynamics, Activision
  • ANO DE LANÇAMENTO: 1996
  • GÊNEROS: Aventura, RPG

Kain, um nobre da região de Nosgoth é assassinado. Logo após seu assassinato é ressucitado pelo necromante Mortanius, agora como um vampiro. Inicialmente Kain está inclinado apenas por uma busca de vingança cega contra seus assassinos, porém o destino de Nosgoth e Kain estão ligados.

Misturando elementos de RPG com aventura, Blood Omen veio ao Playstation com a proposta de ser um “Zelda mais maduro”, sendo um dos jogos com ambientação mais “dark” do Playstation. Para quem começou a jogar um jogo subsequente da série, pode ser uma surpresa que a série tenha se iniciado com uma forte influência de RPGs, já que todos jogos que seguiram iam mais para o lado da aventura e ação, com poucos (ou nenhum) elementos desse gênero.

Jogabilidade

Apresentando uma câmera com visão de cima do personagem, o jogador assume o papel de Kain e viajará pelas diversas regiões de Nosgoth na busca de tentar salvá-la, restaurando os 13 pilares que regem o equilíbrio no mundo e enfrentando o círculo dos nove, guardiões dos pilares que se tornaram corruptos.
Mas nada de um herói altruísta, Kain é um anti-herói, movido pelo ódio e que mata sem piedade quem atravessar seu caminho, se alimentando de sangue humano (não é um vampiro ao estilo Crepúsculo). Kain vai ficando fraco com o tempo e perdendo energia, se ficar sem beber sangue por muito tempo. O alimento (sangue humano) é encontrado nas pessoas, algumas presas em masmorras, outras em cidades e também em itens.

Ao longo do jogo, Kain encontra diversos itens, magias, armas e armaduras, bem como melhorias para vida e mana (que dá o poder de usar magia). Também em certos locais, Kain encontrará poderes que permitirão se transformar, adquirindo o poder de se transformar em um lobo, morcego, em névoa (permitindo passar por locais fisicamente impossíveis), e também em uma pessoa (o que possibilita andar livremente pelas cidades sem atrair a atenção de caçadores de vampiros nem assustar as pessoas). Muitos destes itens estão em locais escondidos, dificilmente alguém acabará o jogo pela primeira vez encontrando 100% dos itens.

Há um ciclo de dia e noite no jogo, bem como fases da lua, com a lua cheia por exemplo dando poderes extras a Kain, assim como de dia ele ficando mais fraco. Pode ocasionalmente chover também, com a água ferindo a pele vampiresca de Kain.

O jogo mantém várias estatísticas, como dias e horas passados no jogo e número de “refeições”:

Gráficos e som

Para sua época, apresentava bons gráficos, embora nada que tenha chamado muita atenção neste quesito. Os locais eram bem detalhados, porém os personagens eram pouco detalhados (semelhante ao que se via em Diablo no Playstation), mas era uma limitação da época.
No som se destacava, sendo um dos poucos jogos que na época tinha dublagem de 100 % das falas. Embora abaixo do nível da dublagem do jogo que viria a seguir, o Soul Reaver, a dublagem tinha alguns exlentes atores fazendo a voz de Kain e alguns outros personagens, como Simon Templeman dublando Kain e Tony Jay dublando Mortanius (nos jogos a seguir ele viria a fazer o Deus Ancião).

Remake: Blood Omnicide

O jogo tem um projeto de remake em andamento, refeito totalmente em 3D, mas sendo fiel a jogabilidade original.

Site do projeto: http://omnicide.legacy-of-kain.ru/en/about
Download da demo do projeto: http://omnicide.legacy-of-kain.ru/en/dl/demo
A demo pode ser testada como a demo original que saiu para PC na época, ou caso possua o jogo de PC, Blood Omnicide usará os dados do jogo, recriando o início de Blood Omen até um trecho após Kain chegar nos pilares de Nosgoth (que foi até onde o desenvolvimento do projeto alcançou na época da liberação da demo).

Considerações Finais

Blood Omen não é um jogo fácil, logo após o começo, tem locais com muitas armadilhas e inimigos, aliado a necessidade de beber sangue regularmente, é bem fácil morrer. Em certos locais pode se tornar repetitivo, mesmo assim é um jogo que vale muito a pena jogar, até pelo jogo ser único em vários aspectos. Ele foi o último Legacy of Kain que joguei. Comecei, como muita gente, pelo Soul Reaver, e depois de acabar o Defiance, resolvi ver a origem da série. Diferente dos seguintes, mesmo assim um jogo de muita qualidade da Silicon Knights, que desenvolveu apenas esse jogo, com os restantes (após uma batalha judicial pelos direitos da série) sendo desenvolvidos inteiramente pela Crystal Dynamics.

Uma coisa interessante na série, é que Kain, protagonista em Blood Omen, se tornará o vilão em Soul Reaver, onde o jogador será Raziel, principal aliado da legião de Kain, e que após cair em desgraça com ele por se tornar alado, volta a vida séculos depois em busca de vingança contra o antigo mestre, que o jogou no Lago dos Mortos para morrer.

O jogo ganhou uma versão para PC, no ano seguinte ao lançamento no Playstation, porém a versão de Playstation é a recomendada para jogar, pois a versão que saiu para PC não funciona corretamente nos sistemas operacionais atuais. Há vários patches não oficiais que amenizam os problemas, porém nenhum que resolva-os.

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