Gamecube: Eternal Darkness – Sanity’s Requiem


Informações do Jogo

  • NOME DO JOGO: Eternal Darkness – Sanity’s Requiem
  • PLATAFORMA: Gamecube
  • DESENVOLVEDORA: Silicon Knights
  • ANO DE LANÇAMENTO: 2002
  • GÊNERO: Terror, Survival Horror

Introdução

Eternal Darkness é um jogo desenvolvido pela Silicon Knights, a empresa responsável pela criação da série Legacy of Kain. Se Blood Omen já tinha um clima sombrio, Eternal Darkness supera-o, com a sua história baseada em contos do escritor estado-unidense H. P. Lovecraft e seus mitos Cthulhianos. Clássico do Gamecube e jogo que se encontra em praticamente qualquer lista de melhores jogos de terror, Eternal Darkness: Sanity’s Requiem é um jogo com uma forte narrativa e muita criatividade, sendo algo diferente no gênero Survival-Horror.
Inicialmente, estava sendo planejado e teve breve desenvolvimento para o Nintendo 64, mudando após para o Gamecube.

Enredo

As trevas estão chegando…
Desde a antiguidade, seres estão aqui longe dos olhos da maior parte da população, a não ser de poucos que cruzam os seus caminhos, todos com final trágico. Alexandra Roivas teve essa “sorte”, seguindo o destino de antescendentes de sua família.
Após a morte do avô, para a polícia um aparente suicídio, para Alex definitivamente não, ela decide explorar a mansão que herdou, em busca de descobrir pistas sobre o que realmente aconteceu com seu avô, Edward Roivas. Logo encontrará uma passagem secreta onde está escondido o Livro da Eterna Escuridão, outro ponto central da trama, livro decorado em carne e ossos humanos. A partir desse ponto seu destino e o dos seres, conhecidos como os Guardiões, estarão entrelaçados, pois ela terá conhecimento do todo oculto e sobre o controle dos Guardiões, e seus planos para o mundo.

Jogabilidade

Inicialmente controlando Alex, a história se revela encontrando livros, pergaminhos e cartas na mansão. Muitas dos documentos encontrados são sobre outras pessoas que tiveram contato com os Guardiões, e que o jogador participará da suas histórias, controlando cada uma destas pessoas, de distintas épocas ao longo da história da humanidade.
Em termos de jogabilidade, temos algumas inovações em relação a outros jogos do gênero. A principal tem referência no título: os personagens são perturbados pelas visões e conhecimento que detém, devendo manter sua sanidade (representada por uma barra verde no jogo). Caso esteja no limite, começará a ter alucinações, ver paredes escorrendo sangue, perder partes do corpo até morrer ou enxergar criaturas que não estão ali realmente (ou estariam?). A cada criatura avistada, a sanidade diminuirá, e ao matar estas criaturas, um pouco dela será recuperada.
O jogo tem foco maior em exploração que alguns outros jogos de terror, apesar de ter bastante ação, ela é apenas um elemento do jogo, não mais de 50% dele. Nas explorações nos ambientes, tem muitos quebra-cabeças para resolver: alguns bem triviais, alguns que necessitam de algum conhecimento prévio de algo, e outros mais complicados.
Ainda sobre a sanidade, outras muitas coisas podem acontecer, mas não teria graça revelar tudo: sério, será mais interessante assim para quem nunca jogou (no vídeo aparece uma outra “insanidade”)! Mas além do terror tradicional, o jogo tenta elevar o medo psicológico a outro nível, simulando até erros de hardware no Gamecube (a ficção passando à realidade) e a TV baixando o volume (hoje em dia não dá tão certo, mas se pegar uma TV antiga CRT, a barra do volume simulada é idêntica ao encontrado em diversas televisões da época).
Os personagens podem usar armas diversas para enfrentar as criaturas das trevas, de sabres a escopetas. Além de armas, o jogo tem foco em magia, que serão descobertas através de pergaminhos encontrados e necessitam de runas, encontradas pelos locais do jogo ou derrotando certos inimigos.

Arte gráfica e Som

Como qualquer bom jogo de terror, o áudio é uma parte importante e em muito composto de sons ambientes, sussurros ao explorar a mansão, no caso da Alex, e com música em si só tocando as vezes. Já com outros personagens, cada templo ou ruína tem uma trilha sonora, que é muito boa, as vezes com influência da música típica dos locais no qual a história está se passando. As falas são praticamente inteiramente dubladas, com excelente atores (alguns velhos conhecidos dos Legacy of Kain) como Michael Bell (dublador do Raziel), Richard Doyle, Jennifer Hale e outros.
Os gráficos são bem trabalhados, considerando-se que o jogo é de 2002 e foi lançado com menos de 1 ano do Gamecube estar disponível. Muitos jogos do início de consoles não apresentam qualidade tão alta quanto o console pode oferecer. Não há texturas em alta resolução, pelo fato que era inviável naquela época, mas temos ambientes bem criados (de nada adianta texturas HD com ambientes “sem vida”), que conseguem criar uma boa ambientação.

Considerações Finais

Terror com estilo narrativo bem escrito e conduzido, excelente enredo sombrio, ótimos atores dublando os personagens, criatividade no revelar a história ao jogador. Sem dúvida um dos melhores jogos de terror já feitos e de longe o mais marcante do Gamecube. Nem sempre inspirações em livros rendem boas obras, basta ver o que temos de filmes horríveis baseados em bons livros, mesmo assim, a Silicon Knights mostrou novamente que sabia criar um enredo fora do tradicional, sem se importar muito com opiniões (senão jamais teria saído o anti-herói Kain ou o próprio Eternal Darkness).

Uma continuação espiritual do jogo, entitulada Shadow of the Eternals, está em desenvolvimento pela Precursor Games, que em boa parte é formada por antigos funcionários da Silicon Knights.
E um aspecto bom é que não ficará restrito aos consoles somente: sairá para PC e WiiU.
A votação está aberta para o Greenlight no Steam.
Site do projeto: http://www.precursorgames.com/shadowoftheeternals/


2 Respostas para “Gamecube: Eternal Darkness – Sanity’s Requiem

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